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Sob demanda, reservada, dedicada ou por projeto: como escolher

A modalidade certa sai de duas informações: quantas horas por mês a GPU trabalha e por quanto tempo o projeto dura.

Atualizado em 17 de outubro de 2026

As quatro modalidades

Sob demanda

A empresa liga a GPU quando precisa e paga as horas usadas. Serve para testes, provas de conceito, picos de treinamento e cargas irregulares. O preço por hora costuma ser maior que o da capacidade reservada, e a disponibilidade dos modelos mais procurados pode variar.

Reservada

A capacidade fica garantida por um prazo, por exemplo seis ou doze meses, com preço por hora menor. A cobrança corre o mês inteiro, com a GPU ocupada ou parada. Combina com projetos que usam a GPU de forma constante.

Dedicada

Um servidor inteiro, com todas as GPUs, fica só para a sua empresa, por mês. Ninguém mais roda na mesma máquina. É a escolha comum para inferência em produção e para quem tem exigência de isolamento.

Por projeto

Capacidade e ambiente contratados para o período de um projeto, como uma campanha de simulações ou o ajuste de um modelo, com valor fechado. Evita contrato longo para um trabalho com prazo definido.

Como escolher: a conta da ocupação

O mês tem cerca de 730 horas. A ocupação é a parte delas em que cada GPU fica ligada e é cobrada: 300 horas por mês dão cerca de 41% de ocupação. Uma GPU ligada e parada também conta.

A comparação entre sob demanda e reservada sai de uma divisão simples. Se a hora reservada custa uma fração do preço da hora sob demanda, a reserva compensa quando a ocupação passa dessa fração.

Exemplo hipotético: se a hora reservada custa 60% da hora sob demanda, as duas empatam com 60% de ocupação, cerca de 440 horas por mês. Acima disso a reserva economiza; abaixo, pagar só as horas usadas sai mais barato, considerando apenas esses dois preços.

A fração real muda com o modelo de GPU, o prazo e o local, e por isso a proposta mostra os dois preços lado a lado para o seu volume.

O que o preço por hora não mostra

  • Armazenamento. Os dados de treinamento e os modelos salvos ocupam espaço cobrado à parte em muitas ofertas.
  • Transferência de dados. Algumas ofertas cobram pelo volume que sai do data center, o que pesa ao baixar modelos e resultados grandes.
  • Horas paradas. No sob demanda, uma GPU ligada sem uso continua sendo cobrada. Desligar ao fim do trabalho faz diferença na fatura.
  • Câmbio e tributos. Contratar um serviço no exterior envolve câmbio e pode envolver tributos sobre importação de serviços, como o PIS/Pasep-Importação e a Cofins-Importação da Lei 10.865/2004, conforme o enquadramento. Com cobrança em reais, a fatura chega na moeda em que a empresa faz o orçamento.

Mudar de modalidade no caminho

Muitos projetos começam sob demanda, na fase de testes, e passam para reservada ou dedicada quando o modelo entra em produção. O contrato pode prever essa mudança. Quando a capacidade contratada permite, a troca acontece sem montar o ambiente de novo.

Em todas as modalidades, o ambiente é entregue configurado e o time especializado 24/7 acompanha o funcionamento.

Perguntas frequentes

A reservada sai mais barata?

Por hora, costuma sair. No mês, só quando a ocupação passa da fração entre o preço reservado e o sob demanda. Com pouco uso, a reserva paga horas paradas.

Posso começar sob demanda e passar para reservada depois?

Pode. É um caminho comum: testes sob demanda e reserva quando o modelo entra em produção. Quando a capacidade permite, o ambiente é mantido.